A disciplina tem como objetivo mapear o cenário económico global contemporâneo e desenvolver ferramentas de análise dos principais riscos qu influenciam as decisões de atores chaves globais. Aborda a problemática das incertezas globais analisando quais as principais variáveis que os atores globais utilizam para construir cenários de riscos para determinar as suas linhas de atuação e a formação de políticas. Apresenta-se aos discentes as principais metodologias relevantes aplicadas por atores públicos e privados para lidar com riscos e incertezas em nível global. Além disso, a disciplina visa esboçar as principais fontes de risco econômico globais por meio de uma análise da atual conjuntura atual.
| A disciplina tem como contexto geral abordar, descrever e analisar os principais riscos econômicos que influenciam as decisões de investimento agentes econômicos em nível global. A disciplina aborda a problemática das incertezas globais descrevendo e analisando quais são as principais variáveis que os agentes econômicos utilizam para construir cenários de riscos para determinar decisões de investimento ou estratégias de internacionalização econômica. Nesse sentido, serão apresentadas aos discentes as principais metodologias utilizadas por empresas de consultoria, organizações internacionais e empresas transnacionais para construir relatórios de riscos e incertezas em nível global. A partir da contextualização e descrição dessas ferramentas metodológicas, os discentes estarão aptos a elaborarem análises de conjuntura que contextualizem as principais variáveis que são utilizadas para mensurar os riscos econômicos globais na ótica de atores do setor privado. |
| A disciplina busca analisar o momento atual de transição entre a Nova Ordem Econômica Internacional (NOEI), -constituída a partir de Bretton Woods, em 1945, e ilustrada pelo Sistema Multilateral de Comércio, com a OMC, em vigor a partir de 1995, seus acordos constitutivos e sistema de solução de controvérsias amparado em duas instâncias, -e a atual Lógica ou Ordem Internacional Geoeconômica. Nas últimas duas décadas, conceito de “Geoeconomia” passou a ocupar um papel central nas análises de comércio internacional, política internacional e economia internacional, em um cenário marcado pela rivalidade estratégica entre as grandes potências, fragmentação das cadeias globais de valor, crescente securitização do comércio e revalorização industrial de setores considerados estratégicos (como semicondutores, minerais críticos, energia e tecnologias digitais). Doutrinadores e formuladores de políticas vêm recorrendo à geoeconomia para explicar a forma como instrumentos econômicos têm sido usados para fins geopolíticos. Casos recentes, como a guerra comercial EUA–China; as restrições à exportaçã de tecnologias sensíveis; controles de investimento estrangeiro; sanções econômicas; regimes de screening de aquisição de empresas; políticas de reshoring e friendshoring; e disputas por liderança tecnológica, tem intensificado esse debate e questionado modelos tradicionais fundados n lógica Neoliberal da interdependência, cooperação e eficiência, preconizada pela OMC. A Geoeconomia tem sido utilizada, portanto, como o novo referencial de análise para explicar como as políticas econômicas e comerciais vem sendo transformadas em ferramentas de estratégia. A partir desta nova configuração, os Estados (e as corporações econômicas) voltam a intervir para proteger a “segurança nacional”; os atores hegemônicos passam a orientar sua política industrial para autonomia tecnológica; os grandes players tem se utilizado de tarifas, subsídios, controle cambial e outras ferramentas de comércio, como instrumentos de pressão e de reorganização da economia interna; as cadeias globais s fragmentam; e o Multilateralismo enfrenta desgaste. Com isso, é possível verificar que a competição por poder passa por uma alteração no equilíbrio entre eficiência econômica e segurança estratégica. A Ordem Econômica Internacional passa a se configurar como multipolar e os Estados passam a se preocupar em não deixar que suas vulnerabilidades continuem afetando a Segurança Nacional, Segurança Econômica e Autonomia Tecnológica. Nessa nova lógica, os Estados passam a indagar como devem “diversificar sua economia”, a fim de melhor restabelecer equilíbrio econômico interno e internacional. Daí, a grande relevância das análises de risco. |
| Princípios de Macroeconomia - Poupança, Investimentos e o Sistema Financeiro. Princípios de Macroeconomia - Ferramentas Básicas de Finanças. Finanças, Mercados Financeiros e Riscos Sistêmicos. O Desenvolvimento dos Mercados Financeiros Nacionais. Globalização Financeira. Crises Financeiras Globais e Cooperação Internacional entre Autoridades Supervisoras. Evolução da Regulação Financeira - Acordos da Basiléia e sua Adoção no Brasil. A Evolução Recente do Sistema Financeiro Brasileiro. |