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disciplina busca analisar o momento atual de transição entre a Nova Ordem
Econômica Internacional (NOEI), -constituída a partir de Bretton Woods, em
1945, e ilustrada pelo Sistema Multilateral de Comércio, com a OMC, em vigor
a partir de 1995, seus acordos constitutivos e sistema de solução de
controvérsias amparado em duas instâncias, -e a atual Lógica ou Ordem
Internacional Geoeconômica. Nas últimas duas décadas, conceito de
“Geoeconomia” passou a ocupar um papel central nas análises de comércio internacional,
política internacional e economia internacional, em um cenário marcado pela
rivalidade estratégica entre as grandes potências, fragmentação das cadeias
globais de valor, crescente securitização do comércio e revalorização
industrial de setores considerados estratégicos (como semicondutores,
minerais críticos, energia e tecnologias digitais). Doutrinadores e
formuladores de políticas vêm recorrendo à geoeconomia para explicar a forma
como instrumentos econômicos têm sido usados para fins geopolíticos. Casos
recentes, como a guerra comercial EUA–China; as restrições à exportaçã de
tecnologias sensíveis; controles de investimento estrangeiro; sanções
econômicas; regimes de screening de aquisição de empresas; políticas de
reshoring e friendshoring; e disputas por liderança tecnológica, tem
intensificado esse debate e questionado modelos tradicionais fundados n
lógica Neoliberal da interdependência, cooperação e eficiência, preconizada
pela OMC. A Geoeconomia tem sido utilizada, portanto, como o novo referencial
de análise para explicar como as políticas econômicas e comerciais vem sendo
transformadas em ferramentas de estratégia. A partir desta nova configuração,
os Estados (e as corporações econômicas) voltam a intervir para proteger a
“segurança nacional”; os atores hegemônicos passam a orientar sua política
industrial para autonomia tecnológica; os grandes players tem se utilizado de
tarifas, subsídios, controle cambial e outras ferramentas de comércio, como
instrumentos de pressão e de reorganização da economia interna; as cadeias
globais s fragmentam; e o Multilateralismo enfrenta desgaste. Com isso, é
possível verificar que a competição por poder passa por uma alteração no
equilíbrio entre eficiência econômica e segurança estratégica. A Ordem
Econômica Internacional passa a se configurar como multipolar e os Estados
passam a se preocupar em não deixar que suas vulnerabilidades continuem
afetando a Segurança Nacional, Segurança Econômica e Autonomia Tecnológica.
Nessa nova lógica, os Estados passam a indagar como devem “diversificar sua
economia”, a fim de melhor restabelecer equilíbrio econômico interno e
internacional. Daí, a grande relevância das análises de risco. |