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IRI0013 - A nova ordem geoeconômica mundial e os possíveis riscos ao comércio internacional - 2026/2027
Projeto do Instituto de Relações Internacionais

A disciplina busca analisar o momento atual de transição entre a Nova Ordem Econômica Internacional (NOEI), -constituída a partir de Bretton Woods, em 1945, e ilustrada pelo Sistema Multilateral de Comércio, com a OMC, em vigor a partir de 1995, seus acordos constitutivos e sistema de solução de controvérsias amparado em duas instâncias, -e a atual Lógica ou Ordem Internacional Geoeconômica. Nas últimas duas décadas, conceito de “Geoeconomia” passou a ocupar um papel central nas análises de comércio internacional, política internacional e economia internacional, em um cenário marcado pela rivalidade estratégica entre as grandes potências, fragmentação das cadeias globais de valor, crescente securitização do comércio e revalorização industrial de setores considerados estratégicos (como semicondutores, minerais críticos, energia e tecnologias digitais). Doutrinadores e formuladores de políticas vêm recorrendo à geoeconomia para explicar a forma como instrumentos econômicos têm sido usados para fins geopolíticos. Casos recentes, como a guerra comercial EUA–China; as restrições à exportaçã de tecnologias sensíveis; controles de investimento estrangeiro; sanções econômicas; regimes de screening de aquisição de empresas; políticas de reshoring e friendshoring; e disputas por liderança tecnológica, tem intensificado esse debate e questionado modelos tradicionais fundados n lógica Neoliberal da interdependência, cooperação e eficiência, preconizada pela OMC. A Geoeconomia tem sido utilizada, portanto, como o novo referencial de análise para explicar como as políticas econômicas e comerciais vem sendo transformadas em ferramentas de estratégia. A partir desta nova configuração, os Estados (e as corporações econômicas) voltam a intervir para proteger a “segurança nacional”; os atores hegemônicos passam a orientar sua política industrial para autonomia tecnológica; os grandes players tem se utilizado de tarifas, subsídios, controle cambial e outras ferramentas de comércio, como instrumentos de pressão e de reorganização da economia interna; as cadeias globais s fragmentam; e o Multilateralismo enfrenta desgaste. Com isso, é possível verificar que a competição por poder passa por uma alteração no equilíbrio entre eficiência econômica e segurança estratégica. A Ordem Econômica Internacional passa a se configurar como multipolar e os Estados passam a se preocupar em não deixar que suas vulnerabilidades continuem afetando a Segurança Nacional, Segurança Econômica e Autonomia Tecnológica. Nessa nova lógica, os Estados passam a indagar como devem “diversificar sua economia”, a fim de melhor restabelecer equilíbrio econômico interno e internacional. Daí, a grande relevância das análises de risco.

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